11F 2019: Mujer y Niña en Ciencia. Mulher e nena em Ciência.

Hoy, 11 de Febrero, es el día Internacional de la Mujer y Niña en Ciencia y, como cada año desde su inicio, preparamos un post homenaje a alguna científica inspiradora. Este año cruzamos la frontera para conocer a la pionera en Ciencias Físicas en Portugal, por lo que toca escribir el post en las 2 lenguas.

Porque …”O meu país é o que o mar não quer” (Ruy Belo).

https://debategraph.org/

Día Internacional de la Mujer y Niña en Ciencia

Lídia Coelho Salgueiro nació en Lisboa el 31 de Diciembre de 1917. Estudió Ciencias Físico-Químicas en la Universidad de Coimbra pero, por motivos familiares, tuvo que solicitar traspaso a la Facultad  de Ciencias de Lisboa.

Amplió conocimientos durante sus estancias en Coimbra, Lisboa y Edimburgo, con trabajos de investigación en espectroscopia nuclear e fenómenos de interacción nuclear.

Fue discípula del profesor Manuel José Nogueira Valadares, uno de los profesores e investigadores perseguidos y expulsados de la Universidad entre 1926 y 1974 por revelar espíritu de oposición al régimen. Valadares fue pionero en la investigación científica en Portugal y el primer director extranjero de un CNRS – Centre National de la Recherche Scientifique.

Salgueiro retoma la investigación suspendida debido a los malos resultados en mica y quarzo por Valadares en 1938. Instaló un espectrógrafo de cristal girador adaptado de un espectrógrafo de rayos X del Laboratorio de Química. Lídia tenía como objetivo verificar resultados obtenidos en el pasado  por investigadores extranjeros en procesos de absorción por un único elemento, absorción  selectiva, espectrografía magnética e difracción cristalina. Más allá de eso, descubrió una radiación de longitud de onda 396 U X, resultado presentado en Enero de 1944 y confirmado en Marzo por Frilley, maître de recherches do Laboratoire Curie, en una nota a la Academia de Ciencias de Paris.

Concluyó el doctorado en la Universidad de Lisboa en 1945 con la disertación titulada “Espectro gama de los derivados de vida larga de radón“.  Es pionera en el área de Física Atómica formando el legado científico reconocido hasta ahora.

La investigación en radioactividad y física nuclear en Portugal fue divulgada en la Gazeta de Física, donde Lídia fue co-fundadora junto con Jaime Xavier de Brito, Rómulo de Carvalho y Armando Gibert desde o Laboratorio de Física da Universidad de Lisboa. La revista tiene la finalidad de divulgar a un público no especializado como profesores de instituto.

Junto a José Gomes Ferreira, su marido, fundó el Centro de Física Atómica de la Universidad de Lisboa  en 1976, en activo actualmente. Ella orientó el doctorado de Gomes Ferreira con la tesis titulada “Contribución para el estudio de la intensidad de las bandas satélites de los rayos Lα de elementos de número atómico comprendido entre 73 e 92”, al que seguirían cuatro doctorandos más.

Fue destacable por los trabajos con una imaginación extraordinaria aunque con un equipamiento extremamente simple. También destaca por la veracidad en su carrera: no empleó las cartas de recomendación  de su profesor de Historia del Liceo para la admisión en la Universidad de Coimbra a  finales dos anos 30. Ella detestaba ese tipo de procedimiento a pesar de que le hacían las mejores referencias.

En 1978 abandonó su puesto como profesora catedrática de la Facultad  de Ciencias por motivos de salud. Tres años después fue elegida  socia correspondiente de la Academia das Ciencias de Lisboa.

Murió el 24 de Julio de 2009, a los 91 años de edad. Luísa Carvalho, coordinadora del Centro de Física Atómica de la UL homenajeó a esta mujer desprovista de toda banalidad y protagonismo que dejó una gran lección de simplicidad. “Todo esto son glorias vanas, que mueren con el tiempo. Por eso aquello que efectivamente es nuestra obra, esa no muere y perdura para siempre.” Y así es. 

#11F: Día Internacional da Mulher e Nena em Ciência

Lídia Coelho Salgueiro nasceu em Lisboa a 31 de dezembro de 1917. Estudou Ciências Físico-Químicas na Universidade de Coimbra mas, por motivos familiares, teve que solicitar transferência para a Faculdade de Ciências de Lisboa.

Ampliou conhecimentos nos estágios em Coimbra, Lisboa e Edimburgo, com os trabalhos de investigação em espectroscopia nuclear e fenómenos de interação nuclear.

Foi discípula do professor Manuel José Nogueira Valadares, um dos professores e investigadores perseguidos e expulsos da Universidade entre 1926 e 1974 por revelar espírito de oposição ao regime. Valadares foi pioneiro na investigação científica em Portugal e o primeiro diretor estrangeiro de um CNRS – Centre National de la Recherche Scientifique.

Salgueiro retomou a investigação suspensa devido aos maus resultados em mica e quartzo por Valadares em 1938. Instalou um espectrógrafo de cristal girante adaptado de um espectrógrafo de raios-X do Laboratório de Química. Lídia tinha como objetivo verificar resultados obtidos, no passado, por investigadores estrangeiros em processos de absorção por um único elemento, absorção  seletiva, espectrografia magnética e difração cristalina. Além disso, descobriu uma radiação de comprimento de onda 396 U X, resultado apresentado em janeiro de 1944 e confirmado em março por Frilley, maître de recherches do Laboratoire Curie, numa nota à Academia de Ciências de Paris.

Conclui o doutoramento na Universidade de Lisboa em 1945 com a dissertação intitulada “Espectro gama dos derivados de vida longa do radão“.  É pioneira na área da Física Atómica formando o legado científico reconhecido até agora.

A investigação em radioatividade e física nuclear em Portugal foi divulgada na Gazeta de Física, onde Lídia foi co-fundadora junto com Jaime Xavier de Brito, Rómulo de Carvalho e Armando Gibert desde o Laboratório de Física da Universidade de Lisboa. A revista tem a finalidade de divulgar a um público não especializado como professores de ensino secundário.

https://www.spf.pt/magazines/gfis

Junto a José Gomes Ferreira, o seu marido, fundou o Centro de Física Atómica da Universidade de Lisboa, em 1976, em atividade na atualidade. Ela orientou o doutoramento de Gomes ferreira com a tese intitulada “Contribuição para o estudo da intensidade das bandas satélites das riscas Lα de elementos de número atómico compreendido entre 73 e 92”, ao que seguiram mais quatro doutorandos.

Foi destacável pelos trabalhos com uma imaginação extraordinária ainda que com um equipamento extremamente simples. Também salienta pela veracidade na sua carreira: não empregou as cartas de recomendação  do seu professor de história do Liceu para a admissão à Universidade de Coimbra em finais dos anos 30. Ela detestava esse tipo de procedimento apesar de que faziam as melhores referências.

Em 1978 aposentou-se como professora catedrática da Faculdade de Ciências por motivos de saúde. Três anos depois foi eleita  sócia correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.

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Morreu no dia 24 de Julho de 2009, aos 91 anos de idade. Luísa Carvalho, coordinadora do Centro de Física Atómica da UL faz homenagem a esta mulher desprovida de toda a vaidade e protagonismo que deixou uma grande lição de simplicidade. “Tudo isto são glórias vãs, que morrem com o tempo. Porém aquilo que efectivamente é a nossa obra, essa não morre e perdura para sempre.” E assim é. 

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